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A paróquia dos Canhas foi criada pelo Bispo do Funchal, a 10 de Julho de 1578, após autorização régia, concedida a 30 de Janeiro de 1577. A primeira sede de paróquia foi na capela de S. Tiago, no sítio do mesmo nome. Desconhece-se o início da construção da primitiva igreja, no sítio onde se encontra a actual. Sabe-se apenas que em 1593 já estava erigida e que o autor do desenho foi Mateus Fernandes, ?fortificador e mestre-de-obras da Ilha da Madeira?, como era designado nos documentos da época. Entre 1726 e 1730, a igreja foi edificada de novo, a expensas do rei. O terramoto que ocorreu na noite de 31 de Março para 1 de Abril de 1748 destruiu-a, pelo que o rei D. José, em alvará de 20 de Junho de 1752, ordenou a sua reconstrução. A primeira pedra é lançada a 22 de Julho de 1753 e, a 4 de Março de 1756, o bispo do Funchal autorizou a abertura ao culto.  Em 1788, foram efectuadas obras no altar-mor, pagas pela irmandade de Nossa Senhora da Piedade, que então existia. Em Junho de 1903, ficaram concluídas diversas reparações, levadas a efeito pelo pároco de então, Padre Francisco Rocha de Gouveia, nomeadamente a repintura do tecto, obra do artista madeirense Luís Bernes. Durante a permanência do Padre Abel Maria da Silva Branco à frente da paróquia (1926-1956), foram efectuados diversos melhoramentos na igreja. Em Julho de 1930, foi colocado um novo soalho; em Agosto de 1932, foram concluídas as obras de calcetamento e ampliação do adro, onde foram plantados 12 plátanos, obra que contou com o apoio do povo, que acarretou, às costas, a pedra e a areia, desde a ribeira da Madalena do Mar; em Março de 1934 foi adquirido um novo sino, vindo do Porto; em Abril de 1935, foi construída, a ?mesa dos irmãos?, dois balcões, no início da nave única da igreja, à direita e à esquerda, destinados aos membros da Confraria do Santíssimo Sacramento. Em Outubro de 1938, ficaram concluídas as obras de ampliação da torre, que foi rematada com um coruchéu coberto de azulejos. Em 1940, foi adquirido o relógio da torre, que foi benzido e inaugurado no dia 12 de Fevereiro, às 12 horas. O Padre Abel mandou executar ainda os trabalhos de ampliação e novo assoalhamento do coro, no Verão de 1942. Em Fevereiro de 1943 mandou consertar o órgão, fabricado na Alemanha, em 1607; o velho cruzeiro foi substituído por um novo em madeira de til, concluído no início de Setembro de 1946, a que se seguiu o douramento dos cinco altares, então existentes. Em 1955, mandou destruir o velho púlpito da igreja e construir o actual, concluído em Abril desse ano, obra do entalhador João R. Pimenta e do dourador Artur Silva. A electrificação da igreja e da casa paroquial é concluída no início de Junho de 1952. O salão paroquial foi construído já no início da actividade paroquial do Padre Telésforo Rafael Afonso, tendo sido inaugurado a 15 de Dezembro de 1957. Em 1974, sendo pároco o Padre José da Ressurreição Viveiros, foram efectuadas novas obras no interior, nomeadamente, a demolição da escadaria de acesso ao púlpito, de dois altares, do gradeamento em madeira do cruzeiro e das bancadas suspensas existentes à direita e à esquerda da entrada da nave única, que eram destinadas aos membros da Confraria do Santíssimo Sacramento, alargamento e beneficiação do baptistério e colocação de uma barra de azulejos ao longo das paredes laterais até ao cruzeiro. Actualmente, em 2006, e sob a orientação do pároco, Padre António Paulo Ponte de Sousa, estão em fase de conclusão, as obras de construção de um centro pastoral, constituído por uma capela mortuária e seis salas, destinadas a actividades pastorais, iniciadas pelo anterior pároco Padre Francisco Avelino da Vargem Andrade. A grande maioria das imagens e alfaias religiosas da igreja, hoje ao serviço do culto, foi adquirida pelo Padre Abel. As imagens foram encomendadas às oficinas de Domingos A. T. Fanzeres, de Braga e às de José Ferreira Tedim. O lampadário do altar-mor data do século XVII; é de prata, mede 84 cm de altura e pesa 2,450 Kg Do espólio sagrado fazem ainda parte duas pequenas imagens, em madeira, de Nossa Senhora da Piedade, uma do princípio do século XVIII e outra do século XIX e ainda uma imagem de S. Tiago Menor, do século XVIII, provavelmente oriunda da capela do mesmo santo, que existiu no sítio que ainda hoje tem o seu nome. A igreja, de uma única nave, tem um retábulo de madeira dourada, que ostenta no cimo as armas de Portugal e nos lados dois baldaquinos com as imagens de S. José, à esquerda, e S. Tiago, à direita. Na parede do lado direito, do altar-mor, existe um vitral, recente, representando Nossa Senhora da Piedade. A imagem do orago figura num andor do lado esquerdo. O tecto da nave única apresenta-se todo pintado, tendo no painel central a cena da deposição do corpo de Cristo morto, no Calvário, com a inscrição em latim: “Videte si est dolor sicut dolor meus” (Em português: “Vede se há dor semelhante à minha”). O Decreto nº 129/77, de 29 de Setembro classificou-a de imóvel de valor concelhio. O presente texto foi elaborado por Gabriel de Jesus Pita e constitui uma síntese dos dados contidos no seu livro A freguesia dos Canhas, um contributo para a sua História, publicado em 2003.
A igreja, de uma única nave, tem um retábulo de madeira dourada, que ostenta no cimo as armas de Portugal e nos lados dois baldaquinos com as imagens de S. José, à esquerda, e S. Tiago, à direita. Na parede do lado direito, do altar-mor, existe um vitral, recente, representando Nossa Senhora da Piedade. A imagem do orago figura num andor do lado esquerdo. O tecto da nave única apresenta-se todo pintado, tendo no painel central a cena da deposição do corpo de Cristo morto, no Calvário, com a inscrição em latim: "Videte si est dolor sicur dolor meus" ( em português: "Vede se há dor semelhante à minha")
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